FILME 151 > FROZEN, UMA AVENTURA CONGELANTE (2013)

frozen

 

Não tem como negar a competência que a Disney tem em transformar um clássico conto infantil em um filme belíssimo. Frozen, Uma Aventura Congelante (Frozen, EUA, 2013) segue exatamente essa cartilha por ser livremente baseado no conto “A Rainha da Neve” de Hans Christian Andersen. Livremente mesmo, porque do conto original de Andersen apenas restaram a Rainha da Neve e os trolls.

Essa é a 53ª produção da Disney, baseada em um conto clássico, e uma das mais bem sucedidas nas bilheterias por ter arrecadado mais de 600 milhões de dólares, ultrapassando “O Rei Leão”, de 1994, até então a animação mais bem sucedida na história do Estúdio. Seu sucesso é facilmente notado por ser uma produção que retoma a antiga cartilha da Disney de transformar um fábula clássica em uma animação muito bem estruturada e de qualidade técnica impecável.

O fato de contar com duas princesas ajuda muito, na verdade uma rainha e uma princesa, além de um herói cativante e um mascote fofo. Óbvio que essa não é a única razão para o sucesso de Frozen, as terras geladas da Noruega parecem reais e servem de cenário para essa linda história de amor entre duas irmãs princesas: Elsa (Idina Menzel, no original em inglês) e Anna (Kristen Bell). Elsa, desde pequena, tem o poder de transformar em gelo tudo o que toca, o que é uma grande diversão para sua irmã caçula, Anna. Porém, numa noite, Elsa machuca Anna sem querer e seus pais pedem ajuda aos trolls da floresta para curar a filha mais novas. Eles avisam que os poderes de Elsa vão aumentar e que isso poderá colocar em risco todos a sua volta. De volta ao palácio, Elsa se tranca em seu quarto e nunca mais brinca com Anna. Elas crescem separadas, Anna presa no castelo e Elsa em seu quarto. Um dia seus pais viajam e o navio deles afunda durante uma tempestade, deixando Elsa e Anna órfãs. Com 18 anos, Elsa se torna rainha de seu reino em um grande baile, mas algo a faz perder o controle, ela congela todo o reino e sem querer, revela seus poderes, o que a leva a se refugiar nas montanhas. Anna decide que precisa ter sua irmã de volta e vai em sua busca.

Frozen é uma animação cativante com duas personagens femininas fortes, o que tem sido uma constante da Disney desde “A Princesa e o Sapo”, de 2009, que culmina em uma mensagem final muito positiva para uma nova geração que já entendeu que nem toda menina é princesa e que nem sempre há um príncipe encantado esperando, pelo contrário, que meninas são fortes, independentes e que podem e devem correr atrás do que querem. Mas claro que meninas adoram roupas bonitas e encontrar um bonitão pelo caminho da jornada nunca faz mal. É nesse ponto que surge Kristoff (Jonathan Groff) que ajuda Anna a chegar até Elsa para leva-la de volta ao palácio. Com algumas surpresas boas dentro da trama, como descobrir quem é o vilão e o fofíssimo boneco de neve, Olaf (Josh Gad) como o ponto cômico do filme, Frozen mostra que uma receita antiga, quando adicionada dos ingredientes corretos só levam ao sucesso.

O único porém de Frozen é a cópia dublada em português, que perde em muito por não contar com as vozes de Kristen Bell, Jonathan Groff e Idina Menzel, principalmente por traduzir, de forma bem pobre, a belíssima canção “Lei it Go”. Por isso, se possível, tente assistir a Frozen na versão original. Porém a versão dublada em português não deixa que a magia do filme se perca, apenas diminui só um pouquinho o seu intenso brilho.

 

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