FILME 137 > OZ: GRANDE E PODEROSO (2013)

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Por Raphaela Ximenes

Assim que acabou OZ: MÁGICO E PODEROSO (Oz the Great and Powerful, EUA, 2013), fiquei pensando como as coisas são realmente completamente imprevisíveis. Quando Tim Burton lançou sua versão de Alice no País das Maravilhas, que a trama acontecia depois da história original, eu fiquei com uma enorme expectativa, esperando um filmaço, já que o diretor é o mestre em transformar seus filmes em fábulas. Fiquei muito decepcionada, porque a Alice do Burton era sem um pingo de ousadia, com uma trama meio chata, completamente contra ao que um dia o diretor já foi.

Aí ano passado anunciaram que Sam Raimi estava por trás de uma versão do Mágico de Oz, que seria uma prequel ao filme clássico de 1939. Fiquei meio assim, porque Raimi é o rei do trash, seus filmes de terror são maravilhosos, mas será que ele conseguiria dar conta de Oz?

Vi o filme e descobri, Sim! Sam Raimi foi o diretor perfeito para OZ: MÁGICO E PODEROSO!

Ele acabou decepcionando-se com o que aconteceu com a sua trilogia do Homem-Aranha. Ficou um tempo parado e dois anos depois voltou para o gênero terror com o ótimo “Arraste-me Para o Inferno”, de 2009. Agora volta a mostrar tudo o que é capaz ao se envolver com o cinema fantástico, principalmente estando por trás de uma super produção dos Estúdios Disney, OZ: MÁGICO E PODEROSO (Oz the Great and Powerful, EUA, 2013), “prequel” de “O Mágico de Oz”. Os fãs xiitas do musical de 1939, que estão com os dois pés atrás por causa dessa produção, podem respirar aliviados. A versão de Oz de Raimi não deixa nada a desejar em relação ao clássico filme estrelado por Judy Garland.

No filme, James Franco é Oscar, um mágico de quinta categoria, que se apresenta em Feiras Intinerantes no Kansas, no início do Século 20. Amargurado, trata seu ajudante muito mal, além de seu um conquistador barato. Um dia, um forte tufão o leva para um reino mágico, colorido, habitado por seres encantados. Oscar ou Oz, é encontrado pela Bruxa Theodora (Mila Kunis), que acredita que ele é o Mágico da profecia que chegaria a Oz para salva-la. Ela se apaixona pelo rapaz e o leva até a Cidade das Esmeraldas, onde o apresenta a sua irmã, a Bruxa Evanora (Rachel Weisz). Evanora convence Oz que ele deve destruir a Bruxa Má que quer acabar com Oz, encontrando-a e quebrando sua varinha Mágica. Em sua aventura, Oz conhece o macaco alado, Frank (Zach Braff) e a bonequinha de porcelana (Joey King). Quando encontra a Bruxa Má, que na verdade é a Bruxa Boa Glinda (Michelle Williams), Oz descobre quem é a verdadeira ameaça àquela terra.

Mila Kunis e Michelle Williams disputam o título de a mais adorável na tela, claro que Williams ganha por ser a fofa Glinda. Mas a primeira visão de Kunis em seu belíssimo chapéu vermelho, calça e botas de montaria, tudo coberto por um casaco vermelho. A direção de arte e o figurino de Oz: Grande e Poderoso, consegue se encaixar ao filme anterior, como se não houvesse passado mais do que um ano entre as duas produções. O zelo de Sam Raimi para que tudo lembrasse o filme clássico é comovente, principalmente para quem admira “O Mágico de Oz”. James Franco usa com maestria sua canastrice, encaixando-se com perfeição ao personagem do Mágico fanfarrão. Braff e King, como so dois companheiros encantados de Oz, dão o toque de comédia e delicadeza que falta. Rachel Weisz não brilha muito, mas consegue ser uma boa Evanora, principalmente quando lembramos seu destino, ser esmagada pela casa de Dorothy.

Raimi teve o cuidado de reproduzir locais e momentos icônicos, em seu filme, ligando-o sem erro algum ao Mundo de Oz do primeiro filme. Cenários são representados a perfeição, detalhes e citações saltam aos olhos a todo momento e até o recurso de representar o mundo real, ou Kansas, em preto e branco e Oz colorido, foi usado. Mesmo com uma tecnologia muito mais atual do que a utilizada na época, OZ: GRANDE E PODEROSO, consegue a façanha de levar todos de volta a mesma terra mágica do filme de 1939.

Ah, e o filme ainda tem um bônus, descobrir qual será o papel do ator Bruce Campbell.

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