FILME 136 > DEZESSEIS LUAS (2013)

BC

Por Raphaela Ximenes

Parece que ultimamente não há mais vida original em Hollywood. No ano passado era possível contar nos dedos os filmes produzidos que não eram nem adaptados de algum livro de sucesso ou nem uma refilmagem de algum sucesso do passado. Ao que indica esse ano não será diferente. O ponto positivo dessa nova “onda” é que com o crescente número de filmes baseados em livros voltados para jovens adultos, também cresce o número de jovens adultos leitores, porque, felizmente, essa nova mania os faz querer devorar os livros antes de assistirem o filme.

Seguindo esse padrão chega aos cinemas o filme DEZESSEIS LUAS (Beautiful Creatures, EUA, 2013), baseado no livro homônimo das escritoras Kami Garcia e Margaret Stohl, essa é mais uma obra de fantasia que conquista seu público por conseguir usar os problemas da adolescência de uma forma sutil misturando elementos fantásticos e romance.

Em DEZESSEIS LUAS, Ethan Wate (Alden Ehrenreich), mora na pequena Gatlin, na Carolina do Sul, mas deseja sair dali o mais rápido possível, principalmente porque perdeu sua mãe em um acidente de carro há pouco tempo. Ansioso pelo último ano escolar, o rapaz conhece a novata Lena Duchannes (Alice Englert), uma moça reclusa que vive na enorme mansão da excêntrica família Ravenwood. A cidade não a recebe bem, por causa dos boatos que envolvem os Ravenwoods e, principalmente, os Duchannes. Mas, Ethan e Lena acabam se envolvendo romaticamente e Ethan descobre que boa parte das fofocas da cidade é verdadeira, Lena é uma Conjuradora (uma bruxa) que no dia do décimo sexto aniversário será convocada para servir ou as forças do bem ou as forças do mal. Mas nada disso importa, agora que Ethan está completamente apaixonado por Lena, ele apenas a quer ao seu lado.

Por mais que essa produção possa lembrar uma outra, que ficou muito famosa, DEZESSEIS LUAS consegue destacar-se, primeiro porque é toda narrada pelo ponto de vista do rapaz e segundo, por causa da boa atuação do casal principal, que cativa com facilidade sem ser meloso. É só observar o currículo de cada um, que fica claro o porquê. Alden foi descoberto por ninguém menos que Steven Spielberg durante uma festa, que ficou tão impressionado com o rapaz que o convenceu a ser ator. Já Alice é filha da diretora Jane Campion (de “O Piano”), o que dispensa qualquer outra explicação. O talento de ambos é comprovado pelo fato de que em minutos eles conquistam até os mais céticos que insistam em ver o filme.

Além do casal principal, o filme conta com um elenco de apoio de dar inveja. Nomes como Jeremy Irons, Viola Davis e Emma Thompson, que conseguem brilhar em seus momentos, sem ofuscar os protagonistas. Dirigida por Richard LaGravenese, esse é um filme que prova que finalmente os estúdios estão entendo que sim, eles devem investir no que faz sucesso, mas que também precisam tratar com respeito.

Eu não li nenhum dos livros da série “Beautiful Creatures”, mas me diverti muito vendo DEZESSEIS LUAS. Achei uma ótima surpresa, sua história é cativante e que me fez querer saber mais sobre os personagens. Essa é a prova de que a lição foi aprendida e por mais que afirmem que detalhes do livro tenham sido cortados, provavelmente  para que o filme fosse mais dinâmico, pelo menos deve-se agradecer pelo excelente elenco e um bom diretor.

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