DIA 80 > 27.03.2012 > LE HAVRE (2011)

Por Raphaela Ximenes

Meu amor pelo diretor Aki Kaurismaki foi à primeira vista e aconteceu quando vi o filme “Os Cowboys de Leningrado”, de 1989. Aki, assim como seu irmão Mika, é apaixonado pela música, além do cinema, e talvez essa paixão explique porque percebo seus filmes como uma alegre opereta. Todos começam de forma misteriosa, apresentando os personagens. Chega ao clímax de forma dramática, quando a estória cresce como em uma sinfonia e acaba de forma divertida, surpreendente e quase sempre alegre.

LE HAVRE compõe-se dessa forma, mas é um filme mais intimista, que mostra que o diretor amadureceu e os temas de seus filmes também. Seu personagem principal é um triste engraxate, Marcel Marx (André Wilms), porém muito querido por todos que conviem com ele. Casado com Arletty (Kati Outinen, musa de Kaurismaki), que fica doente, mas decide esconder do marido o quão doente está. No porto, próximo a casa de Marcel, um conteiner com refugiados africanos é encontrado, mas o jovem Idrissa (Blondin Miguel) consegue escapar e acaba se aproximando de Marcel que o ajuda.

No filme, Kaurismaki discute a velhice de forma leve, ao mesmo tempo que mostra um pouco da realidade dos imigrantes ilegais na França. Tudo de forma divertida, com alguns momentos mais melancólicos, porém, sempre com uma mensagem positiva.

Para quem não conhece o cinema de Karismaki a chance é essa. Um filme inteligente e leve, de um diretor que sempre soube criticar a sociedade a sua volta com muito bom humor.

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