FILME 53 > CASABLANCA (1942)

Por Raphaela Ximenes

Quando comecei o tumblr, minha idéia era falar apenas sobre filmes recentes, com a intenção de dividir minhas idéias sobre os últimos filmes que vi e gostei com os amigos. Porém, sempre que eu pensava no filme do dia, acabava lembrando de algum filme antigo, mas deixava pra lá. Só que pensei bem e decidi que filmes bons merecem serem vistos e revistos. Com isso, resolvi que uma vez por semana vou comentar sobre algum filme mais antigo que eu ame, que tenha me marcado de alguma forma e dividir essa experiência com vocês. Que tal?

Então, a partir de hoje, até o fim do projeto, toda quarta-feira escolherei um “clássico” e falarei sobre ele. Digo assim, entre aspas, porque pode ser apenas um filme mais antigo que eu acredite que mereça estar aqui e por isso, clássico.

Começo com o filme mais comentado, citado, imitado e amado da história do cinema, CASABLANCA. Não conheço pessoa que não goste desse filme. Acredito que exista, mas eu não conheço. Lembro que há anos decidiram lançar uma versão colorida dele, um sacrilégio sem cabimento, mas o fizeram. Toda essa discussão sobre o filme me despertou a vontade de vê-lo. Lembro de como a história de amor entre o sisudo Rick (Boggart) e a belíssima Ilsa (Bergman) me deixou muito comovida. Eles tinham uma música, um passado e se reencontravam em um outro mundo, em uma cidade exótica. Eu era muito nova e aquele foi o primeiro filme de amor que me mostrava que amar alguém nem sempre significava ficar ao lado dessa pessoa para sempre. No meio da Guerra, Rick ajudava Ilsa a fugir com seu atual marido e ali, no meio daquele caos, eles sabiam que era o fim, mas que sempre teriam Paris. O avião de Ilsa ia embora deixando Rick com suas memórias e sua nova vida e eu chorava. E choro até hoje.

Não importa quantas vezes eu já tenha visto CASABLANCA, não importa que eu já saiba os diálogos e a sequência exata em que tudo acontece. Sempre que Ilsa vai embora, fico triste pelo Rick. Acredito que é essa sensação que o torna um clássico do cinema mundial, o fato do filme ter sido realizado há exatos 70 anos e até hoje emocionar.

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