FILME 43 > HUGO (2011)

Por Raphaela Ximenes

Não há dúvida que Martin Scorsese é um dos maiores diretores da nossa época. Responsável por grandes obras, também conta com algumas poucas decepções. Atualmente encontra-se em um lugar tão privilegiado, que consegue dar-se ao luxo de dirigir e produzir o que bem entender, documentários sobre artistas de rock, elogiados em todo o mundo e uma série de TV premiada e já cultuada, sobre gangsteres durante a Lei Seca nos EUA dos anos 20. Mas, Scorsese também se permite um pouco de suavidade e doçura, prova que pode ser comprovada ao assistir sua mais nova realização, HUGO.

O livro de Brian Selznick, “The Invention of Hugo Cabret”, serve de base para que Scorses, ao lado do roterista John Logan, solte sua imaginação e realize um filme adorável, que homenageia o cinema como arte em níveis incríveis. Desde as óbvias citações dos personagens até situações e cenas que lembram grandes clássicos da Sétima Arte. A trama do filme em si é uma belíssima homenagem a um dos maiores gênios dos primórdios do Cinema, George Méliès. Ele mistura fatos da vida de Méliès a ficção, onde entra o fofo Hugo Cabret. Hugo é um órfão que mora em uma estação de trem, em Paris, em 1925. Seu pai o deixou um estranho boneco robô, com partes faltando. Tal robô leva Hugo a conhecer Isabelle e o misterioso Senhor George.

HUGO mistura a maestria de Scorsese à genialidade de Méliès, tonando-se muito mais do que um filme fantástico. Ele é uma das mais belas homenagens já realizadas sobre o Cinema, que deve ser vista e revista muitas vezes.

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