FILME 36 > THE GIRL WITH THE DRAGON TATTOO (2011)

Por Raphaela Ximenes

A versão em questão é a norte-americana, dirigida por David Fincher, indicado a 5 Oscars, entre eles o de Melhor Atriz para Rooney Mara, a Lisbeth Salander dessa versão. Baseado na famosíssima série de livros “Millennium”, escrita por Stieg Larsson, essa não é a primeira vez que a trama é adaptada. Uma versão sueca foi realizada em 2009, com Noomi Rapace no papel de Lisbeth. Essa adaptação era tão fiel aos livros e tão boa, que muitos ficaram receosos da versão norte-americana, afinal não é de hoje que Hollywood estraga grandes produções “estrangeiras” ao readapta-las a sua visão. 

Porém, no caso de THE GIRL WITH THE DRAGON TATTO, tudo foi muito bem calculado, com o diretor David Fincher a frente da produção, Daniel Craig como Mikael Blomkvist e a escolha mais do que cuidadosa da protagonista. Depois de muitas especulações sobre quem poderia e merecia usar as roupas de Lisbeth, Rooney Mara, por fim, mostrou ser a escolha perfeita. Despida de qualquer vaidade, mas ao mesmo tempo extremamente sensual, Mara é a representação perfeita da personagem. Craig não está mal e o cenário frio e inóspito do norte da Suécia completa a interessante versão de Fincher. Muito semelhante a sueca, Fincher deixa sua marca aqui e ali, assim como Trent Reznor, que assina a trilha sonora, voltando a repetir a dobradinha de “A Rede Social”. 

THE GIRL WITH THE DRAGON TATTOO na verdade é a mistura de três histórias que se tornam uma. A primeira é a do jornalista Blomkvist, que responde a um inquérito sobre uma matéria que fez sobre um homem poderoso da Suécia, que agora o está processando. A segunda é sobre Lisbeth, uma órfã, machucada pela vida, que atualmente é uma hacker que trabalha para uma empresa que checa pessoas e a terceira é a que une as duas primeiras. O misterioso desaparecimento de uma jovem há 40 anos, que leva seu tio a pedir ajuda a Blomkvist na investigação da verdade e que acaba envolvendo Lisbeth, que investigava o jornalista e o rico tio da moça desaparecida. 

Não cabe agora comparar qual versão é melhor, apesar de que a norte-americana me irritou um pouco com o fato de ter uma abertura e de ser um pouquinho mais mastigada para o público do que a sueca. Mas isso é fator mais cultural do que exatamente um defeito. A verdade é que as duas versões merecem serem vistas.

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